terça-feira, 31 de maio de 2011

DESPEDIDA DE SOLTEIRO

O irmão mais velho e o tio caçula informam que ter reservado um prestigiado lupanar para sua despedida de solteiro.

- Por que não em uma casa das primas da zona?
- Consulta o pai dos burros e depois reclama. Que falta de consideração! Além de bancar para você e seus amigos ficar ouvindo lamúrias de ignorante. É demais, diz mano velho.


Em casa exclama com o dicionário na mão: - Caramba! Vou-me esbaldar.


Sábado que antecede o casório uma venda em seus olhos é colocada e empurram-no para o fusca verde do tio.


O carro faz um trajeto demorado e tão logo estaciona é conduzido para dentro de uma casa, ainda sem poder enxergar.


Pelas vozes percebe que o Toninho já está de porre e nenhum dos camaradas perdeu a boca livre.


Uma mão delicada coloca uma azeitona em sua boca e ele lambe os dedos da mulher.


Acaricia seu corpo que pelo toque percebe que ela é novinha (pelos pubianos ralos e peitinhos se formando). Um arrepio percorre toda coluna.


-Uiiiiiiii! Gostosa!


Agarra-a pela cintura e começa a dançar; tê-la em seus braços provoca ereção que não há como esconder.


Mordisca sua orelha e sem se dar conta tira a roupa, fazendo com que a rapaziada ovacione animada.  
Rasga a roupa da parceira e começa a se esfregar, com frenesi.  
A máscara cai e ele vê que tem diante de si sua tia, a irmã mais velha do pai.


Sem nada dizer corre em direção ao banheiro com as mãos tentando esconder o mastro da bandeira ainda hasteada.


Assim termina a inesquecível despedida de solteiro.