quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Novas esperanças ou sonhos se tornando realidade

Vemos banalizar a vida e as agressões físicas fazem parte da diversão dos jovens.

Vemos crianças desnutridas por ser o vício das mães prioridade em suas vidas.

Vemos doentes morrendo na fila do pronto-socorro porque os governantes não disponibilizam verbas, contudo essas mesmas verbas aumentam os patrimônios pessoais.

Vemos que os homens não são mensurados por suas qualidades e a honra pode ser adquirida por quaisquer valores.

Vemos pequenos esfomeados sendo escorraçados ao pegarem comida nos lixos fartos.

Vemos que a sociedade não sabe se teme mais os bandidos ou a polícia.

Vemos que a quantidade de melanina, a opção sexual e o nível socioeconômico são fatores essenciais para conquistar um lugar ao sol.

Vemos que ainda os pistolões propiciam um lugar à sombra para seus afilhados.

Vemos sangue escorrer e gargalhadas sendo dadas quando um filhinho de papai não vai com a cara de um “zéninguém”.

Vemos que não se pode andar pelas ruas, pois as balas perdidas sempre encontram quem não tem nada com o atirador.

Vemos meninas se despindo para que em suas casas não falte cobertor.

Vemos representantes da justiça injustamente agredir e torturar indefesas pessoinhas, aos seus cuidados.

Vemos tantas coisas que poderíamos pensar que a indiferença está presente entre todos nós, onde cada um vive por si e para si.

Porém as atitudes de muitos, comprometidos com a caridade, com a fraternidade e o amor suplantam os malefícios da atualidade.

O escritor Monteiro Lobato apregoava: "Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira, mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum" e, cremos que em um futuro próximo, através da educação, desde a mais tenra idade, habitaremos um planeta mais justo.

Os homens derrubarão as muralhas da inveja, do orgulho, da maldade, da ignorância; onde cada um mostrar-se-á com transparência; onde a fraternidade não será uma mera utopia; onde não haverá derrotado e serão derrotadas todas as investidas que não forem benéficas; onde a fome será banida, pois o celeiro mundial suprirá aqueles que, por motivos diversos, não tiveram uma boa colheita; onde um negro e um nórdico sentar-se-ão juntos, lado a lado; onde a honestidade, a honra, a ética serão exaltadas; onde a paz será uma constante e o planeta não mais terá países, e será gerido e preservado por todos; onde o "eu" deixará de existir para que o "nós" seja o objetivo da humanidade.

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